Se você é mãe, pai ou cuidador de um adolescente, provavelmente já se fez pelo menos uma dessas perguntas:
“Ele não está mais doente como quando era criança, então ainda precisa de médico?”
“Será que isso é só fase ou devo me preocupar?”
“Quem é o profissional certo para acompanhar meu filho nessa etapa?”
A resposta para todas elas passa por um profissional ainda pouco conhecido por muitas famílias: o hebiatra.
O que é hebiatria?

A hebiatria é a área da medicina dedicada exclusivamente ao cuidado da saúde do adolescente, geralmente dos 10 aos 19 anos incompletos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essa fase não é apenas uma “ponte” entre a infância e a vida adulta. É um período com características próprias, marcado por transformações intensas no corpo, no cérebro, no comportamento, nas emoções e nas relações sociais.
Por isso, o adolescente precisa de um acompanhamento médico especializado, que vá além do modelo da pediatria tradicional e que ainda não seja o da clínica do adulto.
O que o hebiatra avalia em uma consulta?

O hebiatra olha para o adolescente de forma integral, considerando não apenas sintomas físicos, mas todo o contexto de vida deste indivíduo.
Dentro do consultório, avalio muitos aspectos:
- Desenvolvimento: psíquico, comportamental e puberal;
- Crescimento: na adolescência temos o estirão puberal que precisa ser acompanhado bem de perto (sabe quando você fica dois meses sem ver um adolescente e quando encontra diz: “Nossa como você cresceu!” – esse é o estirão puberal);
- Individualidade: com um tempo maior de atendimento, pois sempre é realizado um momento com o adolescente sozinho. O paciente tem direito à privacidade para falar abertamente sobre suas questões.
- Saúde mental do adolescente com triagem e testes específicos para adolescentes.
- Prevenção do uso de substâncias psicoativas,
- Orientações acerca da sexualidade.
Entre outras particularidades que possam surgir para cada paciente.
“Mas meu filho não está doente. Mesmo assim precisa ir?”
Sim. E esse é um ponto fundamental. Levar o adolescente ao hebiatra não é apenas para tratar doenças, mas para prevenir problemas futuros, identificar sinais precoces de sofrimento emocional, orientar escolhas mais seguras e fortalecer o autocuidado e a autonomia.
Quando falamos em família, o hebiatra pode ajudar a família a entender o que é esperado da adolescência e o que merece atenção.
Para acompanhar o crescimento puberal do adolescente, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que as consultas aconteçam:

Levar ao hebiatra é um gesto de cuidado, não de controle

Muitos adolescentes inicialmente resistem à ideia da consulta. Isso é comum. Mas, quando percebem que o espaço é de escuta, respeito e confidencialidade (dentro dos limites éticos), a relação se transforma.
O acompanhamento com o hebiatra ajuda o adolescente a entender que:
- seu corpo merece atenção;
- suas emoções importam;
- sua saúde vai além da ausência de doença.
Esse aprendizado costuma acompanhá-lo por toda a vida adulta. Lembre-se que a adolescência é uma fase intensa e desafiadora para o indivíduo e para quem quem cuida. Ter uma hebiatra acompanhando esse processo traz mais segurança e orientação para toda a família viver essa fase com mais leveza!
Sou pediatra e hebiatra e estou à disposição para acolher você e seu filho com um olhar cauteloso e integral. Agende uma consulta!
Por Dra. Gabriela Pavan:
CRM 166412
RQE: 42604 pediatria
RQE: 426041 medicina do Adolescente
Escrito com apoio do Chat GPT e revisado por humanos.



