Abril Azul: como funciona o atendimento de um adolescente com TEA?

O mês de abril é conhecido mundialmente como Abril Azul, período dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa é uma oportunidade importante para ampliar o olhar sobre as diferentes fases da vida de pessoas autistas, especialmente a adolescência, que traz desafios e transformações próprias.

O acompanhamento de um adolescente com TEA costuma gerar muitas dúvidas nas famílias: qual profissional procurar? Como funciona o atendimento médico? E qual é o papel da família nesse processo?

Na prática clínica, o cuidado com um adolescente com TEA envolve escuta, orientação e apoio contínuo à família, sempre considerando que cada jovem vive essa fase de maneira única.

Adolescente com TEA também vive todas as transformações da adolescência

Fonte: Canva Pro.

A adolescência é um período marcado por muitas mudanças físicas, emocionais e sociais. No caso de um adolescente com TEA, é importante lembrar que ter TEA não significa deixar de ser adolescente.

O cuidado em saúde precisa considerar tanto as características do espectro quanto as demandas típicas dessa fase.

Como funciona a consulta de um adolescente com TEA com o hebiatra?

Foto: Amatus.

O hebiatra é o médico especializado na saúde do adolescente e pode ter um papel importante no acompanhamento do adolescente com TEA, especialmente no suporte à família e na promoção da saúde integral.

Embora o diagnóstico e o acompanhamento específico do autismo muitas vezes envolvem profissionais como neurologistas, psiquiatras, psicólogos e terapeutas ocupacionais, o hebiatra contribui com um olhar ampliado sobre o desenvolvimento e a saúde do adolescente.

Durante a minha consulta, o atendimento costuma envolver:

  • Escuta do adolescente e de seus cuidadores;
  • Avaliação do crescimento e desenvolvimento puberal;
  • Orientação sobre rotina, autonomia e autocuidado;
  • Discussão sobre desafios escolares e sociais;
  • Integração com outros profissionais da equipe de saúde quando necessário.

O objetivo é sempre olhar para o adolescente de forma integral, compreendendo suas necessidades físicas, emocionais e sociais.

Saúde física também faz parte do acompanhamento do adolescente com TEA

Fonte: Amatus.

Durante o acompanhamento de um adolescente com TEA, também são avaliados aspectos importantes da saúde física, que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

Entre eles estão:

  • Crescimento e desenvolvimento corporal;
  • Início e acompanhamento da puberdade;
  • Qualidade do sono;
  • Seletividade alimentar;
  • Hábitos de alimentação e possíveis necessidades de suplementação vitamínica.

Esses fatores podem impactar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida do adolescente. Em casos de seletividade alimentar, por exemplo, posso conduzir para uma nutricionista da Clínica Amatus

Escola e adolescência: quando os estímulos ficam intensos

Fonte: Canva Pro.

Para muitos jovens no espectro, o ambiente escolar pode se tornar especialmente desafiador durante a adolescência.

Mudanças de rotina, maior exigência acadêmica, interações sociais mais complexas e ambientes sensoriais estimulantes podem gerar sobrecarga e cansaço emocional.

Durante o acompanhamento médico, é comum que o hebiatra ajude a família a refletir sobre estratégias que possam tornar a rotina mais equilibrada, considerando aspectos como organização do tempo, qualidade do sono, alimentação e manejo do estresse.

Orientação familiar: um pilar importante no cuidado do adolescente com TEA

Uma parte fundamental do atendimento ao adolescente com TEA envolve o suporte à família.

Pais e cuidadores frequentemente enfrentam dúvidas sobre limites, autonomia, socialização e expectativas para o futuro. O acompanhamento médico pode ajudar a esclarecer essas questões e orientar decisões com mais tranquilidade.

Ao longo da minha trajetória profissional, trabalhei por 8 anos em um serviço de saúde mental, o que me proporcionou uma experiência clínica significativa no acompanhamento de crianças e adolescentes com autismo e outras questões relacionadas à saúde mental. Essa vivência me permitiu desenvolver um olhar personalizado para cada adolescente e sua família, com maior sensibilidade para as diferentes necessidades que podem surgir nessa fase.

O objetivo não é conduzir o paciente para inúmeras terapias, sem ter tempo para desenvolver hobbies ou acumular demandas para os cuidadores. 

Meu objetivo é ajudar a família a compreender melhor a adolescência e a construir caminhos possíveis para cada jovem.

Um olhar integral para o adolescente com TEA

Cada adolescente é único e isso também se aplica ao espectro autista. Por isso, o cuidado em saúde precisa ser individualizado e respeitar a história, as necessidades e o ritmo de cada jovem. No acompanhamento do adolescente com TEA, o foco não está apenas nas dificuldades, mas também no fortalecimento da autonomia, da autoestima e da qualidade de vida.

Na Clínica Amatus, o cuidado acontece com um olhar integral, acolhendo adolescentes e famílias em suas singularidades e promovendo saúde com base em ciência, empatia e escuta.

Se você convive com um adolescente com TEA e sente que precisa de orientação nessa fase, o acompanhamento médico pode trazer mais segurança para toda a família.

Como hebiatra, meu objetivo é ajudar adolescentes e cuidadores a atravessarem essa etapa com mais compreensão, suporte e qualidade de vida.

Marque uma consulta, ficarei feliz em ajudar a sua família.

Escrito com o apoio do Chat GPT e revisado por humanos.